quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

FORMAÇÃO EM NOVELO

Enquanto professores, o que podemos esperar da formação?
Alguns esperam dela o que ela não pode dar: soluções prontas a usar para os problemas “práticos”. O seu pressuposto é o de que a formação envolve uma relação assimétrica entre um formador que “forma” e um formando que “é formado”. Evidentemente, não recebem o que esperam. E “zangam-se” com ela, passam a desvalorizá-la. Outros, aproveitam tanto que fazem da formação um espaço de diálogo e relação.  

"Lançar o OlharUm relato sobre o trabalho desenvolvido no A. E. Valbom

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Parabenização pela iniciativa

Parabéns à autora do Blogue pela partilha de saberes que este Blogue vai propiciar. Na qualidade de Diretora de um Centro de Formação, neste caso o CFAE Braga/Sul, essa partilha assume particular importância.
Ana Paula Vilela

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Formar professores reflexivos e críticos. Contributos para pensar a identidade profissional



O que os alunos/as dizem e sentem é legítimo :
não aprendi nada!
Isso eu já sei!
Não gosto! não me critique! nem me dê conteúdos que não quero e não estou interessado!.

O papel do professor/a não é nem ficar ofendido, nem ignorar o que os alunos dizem, é enquadrar de modo a que a atitude educativa esteja sempre presente.

Na verdade, a atitude educativa e a competência reflexivas apresentam várias facetas:
  • Na ação, a reflexão permite desvincular-se da planificação inicial, corrigi-la constantemente, compreender o que acarreta problemas, descentralizar-se, regular o processo em curso sem se sentir ligado pessoalmente a procedimentos prontos, por exemplo, para apreciar um erro ou punir uma indisciplina.
  • A posteriori, a reflexão permite analisar mais tranqüilamente os acontecimentos, construir saberes que cobrem situações comparáveis que podem ocorrer.
  • Num ofício em que os problemas são recorrentes, a reflexão se desenvolve também antes da ação, não somente para planificar e construir os cenários, mas também para preparar o professor para acolher os imprevistos (Perrenoud, 1999 b) e guardar maior lucidez.
A reflexão exige  disponibilidade por parte dos educadores.  Ou para usar o termo de  Paulo Freire, exige conscientização.
Exige humildade e vontade de querer aprender... tal como a aprendizagem em sala de aula exige que o aluno/a queira aprender e compreenda o benefício da sua disponibilidade para aprender. Nesse particular alunos e professores partilham sentimentos e processos de aprendizagem  muito semelhantes.



domingo, 19 de novembro de 2017


Différenciation de l’enseignement :
résistances, deuils et paradoxes
Philippe Perrenoud

Toute situation didactique proposée ou imposée uniformément à un groupe d’élèves est inévitablement inadéquate pour une partie d’entre eux. Pour quelques uns, elle est trop facilement maîtrisable pour constituer un défi et provoquer un apprentissage. D’autres élèves, au contraire, ne parviennent pas à comprendre la tâche, donc à s’y impliquer. Même lorsque la situation est en harmonie avec le niveau de développement et les capacités cognitives des élèves, elle peut leur sembler dénuée de sens, d’enjeu, d’intérêt et n’engendrer aucune activité intellectuelle notable, donc aucune construction de connaissances nouvelles, ni même aucun renforcement des acquis.


todo o texto:
https://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/perrenoud/php_main/php_1992/1992_08.html

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Aprender e ensinar

Entrevista a António Nóvoa
Qual a prioridade, ensinar a pensar ou os conteúdos?
AN: Deve-se ensinar a pensar e a estudar. Mas isso não se faz no vazio. É preciso adquirir bases e fundamentos que nos permitam pensar e criar. Sabemos que o estímulo e a exigência desde a mais tenra idade criam bases e rotinas (de leitura, de cálculo, de pensamento) que nos libertam para outras aprendizagens. Dito de outro modo: quando as rotinas básicas são feitas “automaticamente”, a nossa atenção e energia podem concentrar-se noutras tarefas e atividades.
Toda a Entrevista Em:
http://www.cartaeducacao.com.br/entrevistas/antonio-novoa-aprendizagem-nao-e-saber-muito/

Organizar a sala de aula, envolver os alunos, obter sucesso!



Pedagogy & Play: Creating a Playful Curriculum for Academic Achievement and Engaged Learning.

Brock R. Dubbels

Key Summary Points
  • Using instructional techniques based upon play can improve achievement
  • Standardization has created more problems than it solved
  • Three case studies are presented as demonstrations of the framework

    Key Terms
    Play, Assessment, Learner Centered Practices, Instructional Communication, Curriculum, Cognitive, Affect, Classroom, Instructional Design, Learning.

    Introduction
    Welcome to the playful classroom. This chapter will present ways to increase academic engagement and achievement through play. The following outline provides a map:
  • A review of the research on the relationship between play and academic achievement
  • Background and implications of standardization vs. play
  • Key frameworks for constructing a playful classroom
  • Three examples of playful classroom activities
  • Key Findings
  • Best Practices
  • Future Needs
  • Resources 


See more:
https://www.researchgate.net/publication/294457161_Chapter_Four_Pedagogy_Play_Creating_a_Playful_Curriculum_for_Academic_Achievement_and_Engaged_Learning

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A nossa proposta é que as colegas de inglês possam ajudar na leitura, resumo em português sobre  informação essencial.

É só uma proposta.😊

Abraço
MJ e CS

sábado, 19 de agosto de 2017

A ESCOLA PODE ESPERAR




Encontramo-nos perante um dilema dramático, o da necessidade estratégica de qualificar os nossos jovens através do investimento na sua educação e formação e o da impossibilidade de o fazer através da universalização do Ensino Secundário, caso este não seja objecto de uma reforma educativa que o credibilize como um ciclo de ensino autónomo e terminal.

Que há mundo e um tempo para além da escola todos o sabemos. O que talvez precisemos é de saber como fazer para que a escolarização dos jovens possa ser   entendida como absolutamente necessária, desejada, compreendida, emancipatória ...

Este livro, de 2002,  contem doze textos de Agostinho Ribeiro pertinentes  para a nossa reflexão como educadores/as.
O primeiro com o título "Deixem estar as crianças no Jardim: a escola pode esperar"  chama-nos à atenção para o "ano zero" (preparação ou ensaio) da era do pré escolar  que, no plano pedagógico, " pode ser entendido como pressão para a uniformidade e que constituiu objetivamente uma ameaça à originalidade e à excelência dos desempenhos (...).

Não é difícil compreender e até insistir na articulação entre a educação pré-escolar e o lº Ciclo do Ensino Básico; difícil é definir os objetivos e os modos dessa articulação.
Como refere o autor,  a uns parece que o educador não deve planear o seu trabalho no Jardim de Infância sem interrogar  os professores na escola, para outros é claro que lhe bastará fazer o que deve para que a escola receba o que precisa (...)
Uma coisa é orientar a intervenção educativa para a aprendizagem ... outra coisa é proporcionar à criança experiências (de aprendizagem) que a ajudem a desenvolver a capacidade  e apetência para interrogar a realidade, para elaborar estratégias, para equacionar problemas e descobrir soluções, para tomar decisão~es, para inovar ...

Tal como fomos falando ao longo da nossa ação de formação :
uma coisa é produzir jovens por encomenda, outra será ajuda-los a crescer de forma a que gostem de aprender, aproveitem a escolarização  e percebam o significado dessa mesma formação para a sua vida. 

Fácil, portanto!!
😉😉


M Jose Araújo - Cristina Sousa